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Rua nos Pinhais vira mercado do sexo

Moradores do Leporace e Pinhais denunciam constrangimentos e atentado ao pudor em plena via pública

José A. Souza/DF

A Alameda Vicente Leporace, a principal rua no Parque dos Pinhais, que faz divisa com o Parque dos Trabalhadores tem atraído travestis e prostitutas da cidade. Moradores daquele bairro e imediações como São Vicente de Paulo, Jardim Milena, Jardim Tropical e Leporace tem sofrido constrangimento. Travestis e prostitutas sem o menor pudor têm permanecido nas calçadas e locais mais escuros à espera de clientes. E o pior é que a polícia não tem feito nada.
A Alameda Vicente Leporace é a principal via de acesso entre a Vila Imperador e bairros da zona norte. Por ali muitos trabalhadores passam todos os dias para reduzir trajeto aos bairros Pinheiros, Vera Cruz, Redentor e Horto, além daqueles que residem nas imediações.
Travestis e prostitutas chegam ao local depois das 20 horas e o incrível, segundo moradores do bairro que denunciaram o caso, são diversos clientes que chegam para alimentar o mercado do sexo.
Claudemir Vicente Costa, que reside no Milena, explicou que não é contra a atividade dessas pessoas, mas quando passa pelo local com sua família fica constrangido pelas poucas roupas utilizadas por eles. "Além de minúsculas, as peças íntimas são sedutoras" diz o homem. Um amigo dele, Cleomar Borges de Oliveira, que residente no Pinheiros, afirmou que constantemente, pelo horário que passa pelo local, tem sido abordado pelos travestis. "Foram uns três que tentou algo, mas em vão" comentou.
A dona de casa Leontina Taveira de Jesus, que trabalha de doméstica e precisa passar pelo local todos os dias, disse que não dá bola para a situação. Porém, é constrangedora esses homens travestidos de mulheres e quase sem roupas. "É uma pouca vergonha do cão. Alguém precisa tomar providências" desabafou.
A administradora de empresas, H.V.M., que pediu para ficar no anonimato, ressaltou que teme passar pelo local. "Moro no Leporace e quando fazia essa trajeto com minha filha tenho péssimas recordações. Ela foi atacada e violentada, justamente no dia em que passou sozinha. Por isso, é perigoso e não recomendo a ninguém" explicou.
Segundo a mulher, mesmo com as investigações a polícia não conseguiu identificar o tarado. Ela soube que outras três jovens teriam sido atacadas entre o Parque do Trabalhador e a passarela do Leporace.
Mesmo com a iluminação que existe no Parque do Trabalhador, a falta de vigilantes e um policiamento constante ao redor da área exige maior fiscalização. A região, segundo o comerciante Altair Pereira Rosa, é populosa e muitas pessoas passam pelo local para facilitar na chegada do trabalho.
Marco Antonio da Silva, residente no Leporace, ressaltou que são entre 6 a 10 prostitutas e travestis. "Eles são tão parecidos que não dá para distinguir. Mas, acaba sendo um flagelo para quem passa pelo local" disse.
As atividades começam no período noturno, a partir das 20h, mas já existem relatos de oferta de sexo em plena luz do dia. Moradores estão preocupados com a escalada sexual. Eles pedem que as autoridades tomem medidas para conter o comércio que, mesmo não sendo proibido por lei, atrai atividades ilegais, como roubos, agressões e tráfico de drogas.
Mulheres e homens que vão às ruas para vender seus corpos têm motivos diferentes para buscar suporte financeiro no sexo. A maioria alega se prostituir por necessidade, mas cresce o grupo de jovens de classe média que assume procurar na atividade uma espécie de "diversão", ainda que perigosa e promíscua. Agem mais por hobby do que por sobrevivência.
Os programas, que são feitos no carro do cliente, em ruas escuras ou em motéis das proximidades, e garantem uma renda semanal que pode chegar a R$ 400, valor que pode multiplicar dependendo da época, revelou um travesti que não trabalha no local, mas que tem colega que está fazendo ponto na área.

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