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Cresce em Franca o índice de mortalidade infantil

Diferente dos números no Estado, que tiveram queda de 27%, mortes em maternidade refletem pesquisa no município

José A. Souza/DF

Com exceção da Baixada Santista, que apresentou o pior número de mortalidade infantil do estado, Franca e Sorocaba também não ficaram muito atrás. O levantamento foi realizado pela secretaria estadual da Saúde, em parceria com a Fundação Seade. E na visão do secretário Alexandre Augusto Ferreira (Saúde), o que mais contribuiu foram as mortes por uma bactéria já identificada e controla na maternidade da Santa Casa. Com isso, Franca teve um acréscimo de 47% de mortes.
A pesquisa apontou que a mortalidade infantil no Estado de São Paulo caiu 27% na última década e atingiu, em 2009, o menor nível da história. O índice do ano passado ficou em 12,4 óbitos de crianças menores de um ano a cada mil nascidas vivas, contra 17,0 no ano 2000. Em relação a 1995, ano em que a taxa ficou em 24,5, a queda é de 49,3%. A mortalidade infantil é considerada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como o principal indicador de saúde pública.
Entre 2000 e 2009 o número absoluto de nascimentos no Estado caiu 14%, enquanto o número de óbitos foi reduzido em 36%, passando de 11,9 mil para 7,5 mil. Ou seja, 4,4 mil mortes de crianças menores de um ano foram evitadas na última década, segundo o levantamento.
Ano a ano o Estado de São Paulo vem conseguindo reduzir as mortes infantis. Em 2008 a taxa havia sido de 12,5 óbitos por mil crianças nascidas vivas. No ano anterior, 13. Em 2006, 13,2. Em 2005, 13,4. Em 2004, 14,2. Em 2002 a taxa ficou em 15,0 e, em 2001, 16,0. A taxa registrada em São Paulo coloca o Estado entre as áreas de menor risco de morte infantil do Brasil.
O aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, a ampliação do acesso ao pré-natal, a expansão do saneamento básico e a vacinação em massa de crianças pelo SUS (Sistema Único de Saúde) são os principais motivos para a queda na taxa de mortalidade infantil no Estado.
Ao explicar o índice de Franca, o secretário Alexandre Ferreira explicou para o Diário da Franca que não houve alterações no sistema de tratamento, bem como o esquema de controle do pré-natal e a metodologia. Segundo ele, foram instituídos mais exames para avançar na prevenção no sentido de melhor precaver qualquer anormalidade durante o pré natal. Mesmo com esse avanço, o percentual de mortalidade infantil subiu.
Ao traçar um diagnóstico do problema, Alexandre Ferreira enumera o caso grave registrado na UTI Neo Natal da Santa Casa em 2009 e algumas crianças morreram face à infecção hospitalar. E mesmo avanço no atendimento, em 2009, Franca registrou 20 óbitos a mais do que em 2008, quando foram diagnosticados 59 óbitos.

NO ESTADO
Dos 645 municípios paulistas, 262 apresentaram em 2009 índice de mortalidade infantil inferior a dois dígitos, comparável a países desenvolvidos. Nenhuma região do Estado apresentou índice superior a 19. Normalmente, quanto mais baixa a taxa de mortalidade infantil, mais lenta costuma ser sua redução.
Entre as cidades que tiveram pelo menos mil crianças nascidas vivas no ano passado, os menores índices foram observados em Ourinhos (6,6), Mogi Mirim (6,7) e São Caetano do Sul (7,3). Já aqueles com as taxas mais elevadas foram Cubatão (24,2), São Vicente (20,6), Praia Grande (19,8) e Mairiporã (19,3).
Pelo terceiro ano consecutivo, a região de Barretos apresentou a menor taxa de mortalidade infantil em 2009, com 9,8 óbitos por mil nascidos vivos, seguida por Ribeirão Preto, com 9,9, e Piracicaba, com 10,7. Já as três regiões do Estado com os piores índices foram a Baixada Santista (18,8), Franca (15,3) e Sorocaba (14,3).
Das 17 regionais de Saúde do Estado, dez apresentaram queda na mortalidade infantil entre 2008 e 2009, e uma ficou estável. A maior queda no índice, de 19%, foi registrada na região de Araçatuba, enquanto a de Franca cresceu 47% no período.
Na comparação entre 2000 e 2009 as regiões que mais apresentaram queda na taxa de mortalidade infantil foram as de Barretos (40%) e Franca (20%), enquanto as menores reduções foram observadas nas regiões de São José do Rio Preto (9,4%) e Araraquara (12,5%).
Segundo o levantamento, a diminuição dos óbitos de crianças paulistas no período neonatal (até 28 dias de vida) foi a que mais contribuiu para a redução da mortalidade infantil entre 2000 e 2009, refletindo aos aprimoramentos obtidos no atendimento médico, especialmente no que diz respeito ao acompanhamento pré-natal, parto e atenção ao recém-nascido.
As maiores reduções ocorreram durante a primeira semana de vida, cuja taxa de mortalidade passou de 8,7 em 2000 para 6,1 no ano passado. Já no período perinatal tardio (de 7 a 28 dias), o índice que já era baixo decresceu ainda mais, embora em ritmo menor, passando de 2,8 para 2,5. A mortalidade no período pós-neonatal, mais relacionadas a mudanças no meio ambiente e às condições de vida da população, caiu de 5,5 para 3,8 óbitos por mil crianças nascidas vivas no período.
"A redução gradativa do índice de mortalidade infantil é um objetivo perseguido de forma constante pelo governo do Estado, em parceria com as prefeituras. Os índices mostram que o trabalho vem sendo, no geral, bem sucedido, especialmente em relação ao aprimoramento da assistência às gestantes, ao parto e aos recém-nascidos. Não podemos, entretanto, baixar a guarda", diz o secretário de Estado da Saúde, Nilson Ferraz Paschoa.

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