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Região fica em alerta com registros de queimadas

Autorizações da queima da cana são dadas pela Cetesb, que prevê fim da prática apenas em 2017

Da Redação/DF

Nesta época do ano é comum flagrar fogo em terrenos baldios, pastos e plantações de cana. Na região de Franca, cidades como Cristais Paulista, Restinga, Jeriquara, entre outras, já sofreram com a ocorrência desenfreada de queimadas, principalmente proporcionada pela irresponsabilidade de pessoas que não têm autorização para essa prática.
Nas cidades da região administrativas de Franca, Barretos, Ribeirão Preto e Central em menos de dois meses foram queimados mais de 110 mil hectares de cana de açúcar com permissão da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).
Até na semana passada as agências da Cetesb de Franca, Araraquara, Barretos e Ribeirão tinham multado 16 empresas por queima irregular.
Segundo o gerente do projeto Etanol Verde, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o agrônomo Ricardo Viegas, as solicitações foram autorizadas de acordo com o Protocolo Agroambiental, assinado em 2007 pelas principais usinas e pelo Estado de São Paulo.
O documento prevê a extinção das queimadas da palha da cana em 2014 em áreas mecanizáveis e em 2017 para locais não-mecanizáveis, porém, a adesão das usinas ao protocolo é voluntária.
Em Araraquara, esse prazo pode ser antecipado para a safra de 2011, caso não seja derrubada decisão da 1ª Vara Federal, que proibiu as queimadas. Justamente por causa da baixa umidade do ar, um decreto prevê que, no período de 1º de junho a 30 de novembro, fica proibida a queima de cana no horário entre as 6h e às 20 horas.
Especialistas ressaltam sobre doenças que podem ser causadas pela poluição nessa época do ano. De acordo com Paulo Saldiva, patologista do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP, a limitação de horário não é eficiente e a população está exposta à poluição da queima, que pode causar diversas doenças.
Pesquisas realizadas no laboratório mostram que a queima da cana e de pastagens aumenta a concentração de partículas no ar, como a poeira. "A estiagem pode agravar o problema, já que o tempo seco faz com que as partículas de poluição permaneçam por mais tempo no ar".
As cidades que possuem sua secretaria de Serviços e Meio Ambiente estão mobilizadas nesse período do ano em diminuir os problemas com queimadas em áreas ociosas, mesmo na malha urbana.
Foram registradas diversas queimadas no ano passado com prejuízos ambientais na região. Este ano, já começaram a ser constatadas algumas ocorrências, especialmente a partir de reclamações de vizinhos das áreas afetadas.
Essas queimadas têm sido praticadas inadequadamente, como uma alternativa para limpar terrenos, renovar áreas de pastagem ou remover material acumulado.

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