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Previsão da safra de goiaba será menor

Esta queda na produção foi provocada pelo excesso de chuva no período da florada

A chuva em excesso derrubou a produção de goiaba, na região de Taquaritinga, em São Paulo. A previsão é de uma safra bem menor.
Os pés não estão carregados como na safra passada. As frutas caíram antes do tempo, ou não se desenvolveram. Esta queda na produção foi provocada principalmente pelo excesso de chuva no período da florada. Com o solo encharcado ficou muito mais difícil combater as pragas.
A nematóide, também conhecida como vermelhão é a que mais preocupa, ela ataca a raiz da planta, deixa as folhas avermelhadas, seca a árvore e torna os pés improdutivos.
“Alguns talhos de goiaba já está abandonados, porque a nematóide entra pelas raízes e até agora não existe nada que acaba com ela”, diz Milton Nadir, agricultor.
Os pomares também foram atingidos por duas doenças, a antracnose, causada por um fungo que deixa a fruta escura e impede o desenvolvimento e a ferrugem, que causa manchas nas goiabas.
O baixo preço também desestimulou os investimentos com fertilizantes e agrotóxicos. A chuva agravou a inda mais a situação. “Em decorrência das chuvas, que foram constantes, não chegava a fazer efeito. Então, houve um investimento maior para tentar efetivamente tirar uma fruta de melhor qualidade”, declara Marco Antônio dos Santos, presidente do Sindicato Rural de Taquaritinga.
No ano passado o produtor recebia vinte centavos pelo quilo da goiaba, o preço oferecido pela indústria este ano, trinta centavos, ainda não repõe os estragos.
“Dificilmente no preço que nos estamos recebendo da goiaba e com o prejuízo, com a caída também da produção, vai haver um lucro que compense”, diz o agricultor.
Na região de Taquaritinga, no norte de São Paulo, a previsão é colher quarenta e quatro mil toneladas, vinte e cinco por cento menos que a safra passada. Uma indústria que processa por ano sessenta mil toneladas de goiaba, dez por cento do que produz vai para o mercado externo.
Com o aumento de cinquenta por cento nas exportações de suco, o diretor comercial diz que se a produção desta safra não for suficiente, a alternativa da indústria vai ser utilizar o estoque do ano passado.
“Devido ao ano passado termos tido uma super safra, todas as empresas hoje, que produzem tanto a polpa da goiaba quanto a goiabada, ela possui o estoque regulador. O que pode acontecer, caso venha a sinalizar realmente há falta, então nós vamos ter que lançar mão do nosso estoque regulador”, explica Antônio Tadiolli, diretor da indústria.
São Paulo é o segundo maior produtor de goiaba do país, só perde para Pernambuco.

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