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Designer busca performance na tecnologia italiana

Salatiel Rodrigues vai para a Itália aprimorar seus conhecimentos na ModaPelle Academy, em Milão

Da Redação/DF

Participante do concurso Francal Top de Estilismo, o professor de design de calçados do Senai de Franca, Salatiel Rodrigues (32), que conquistou o 3º lugar na categoria Social Masculino, arruma as malas para três meses de aprendizado em escola italiana. Neste sábado, ele viaja para a Itália para aprimorar seus conhecimentos na área de design na ModaPelle Academy, em Milão.
Sâmia Hannouche, gerente de marketing da Francal Top de Estilismo, disse ao Diário que o concurso é único no país e tem propiciado conhecimentos aos estilistas brasileiros na mais importante academia de moda de Milão. A ModaPelle Academy é referência no ensino de design de calçados no mundo.
Autor de um dos trabalhos vencedores do Prêmio Top Francal de Estilismo, Salatiel Rodrigues recebeu como prêmio uma bolsa de três meses de estudo na instituição, e agora está deixando o Brasil para se dedicar aos estudos e conhecimentos de tecnologia internacional.
Ao falar sobre sua expectativa ao Diário da Franca, Salatiel disse que tem como proposta adquirir conhecimento técnico para, na volta, repassar aos seus alunos e o contato com uma bibliografia ainda escassa no Brasil. “Somos carentes de livros sobre sapatos”, avalia.
Ele trabalhou em algumas empresas de calçados de Franca, como a Samello. "Essa experiência será um enriquecimento cultural pela forma que eles trabalham com o produto (calçado). Além disso, o design brasileiro tem uma exuberança fora do comum e isso nos deixa bem mais à vontade", detalhou.
Como o Brasil possui a mesma tecnologia do que a Itália, o que os modelistas italianos diferem dos nossos é o feeling que dão ao sapato. "O produto é feito com como se fosse uma arte", disse.
Para Salatiel, o mundo está descobrindo o conceito do sapato brasileiro e com isso o mercado ganha mais espaço. "É preciso continuar com esse trabalho, visando aumentar ainda mais o conceito do nosso produto. Os designers das empresas estão lutando para isso", detalhou.

FRANCAL - Como você está se preparando para a viagem?
Salatiel Rodrigues – Estou ansioso. Serão três meses imerso em outra cultura, mas acho que estou pronto. Já conheço Milão, mas dessa vez é diferente. Agora, fiz aulas particulares de italiano, um intensivo para me aprimorar. Quero ficar fluente no idioma quando estiver lá.

FRANCAL – Qual sua maior expectativa?
Rodrigues - Absorver o máximo possível das tecnicas européias e tentar difundí-las em Franca quando voltar.

FRANCAL - O que espera encontrar lá?
Salatiel Rodrigues - Espero que as aulas sejam muito mais prática do que teóricas. Gostaria de entrar em contato com o método deles, fazer visitas técnicas. Espero que a escola seja bem acolhedora, que os professores e alunos tenham paciência com os estrangeiros. Queria que tivesse também uma boa biblioteca. Somos carentes aqui no Brasil de publicações sobre calçados. Eu, como docente, sinto essa falta. E gostaria também de aprender novas formas de ver o produto, o design. Querendo ou não, os italianos tem um feeling para o negócio.

FRANCAL - o que espera que o curso traga de benefícios quando você voltar?
Rodrigues - Todo mundo que trabalha na área de calçados sonha em ter um curso desses. Com certeza vai dar um peso maior ao meu currículo, porque uma experiência dessas é singular. Espero ter melhoras culturais, principalmente.

FRANCAL - Na volta você pretende desenvolver uma coleção própria?
Rodrigues - Ainda não pensei nisso. Quero repassar a tecnologia para os meus alunos, esse é o meu foco, difundir o que eu aprender lá.

FRANCAL - Quais são seus conselhos para ajudar os participantes deste ano a ganhar o prêmio?
Rodrigues - É fazer algo diferente do que está no mercado, e ter um toque simples de brasilidade. Tem que ser simples porque o menos é o mais. As vezes é o contorno de uma sola, o contorno de uma fôrma. É preciso tomar cuidado com os exageros, ter equilíbrio entre a forma e a função do produto.

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