Caminhonete mata 8 pessoas em ciclovia em NY

FBI investiga o caso, que ocorreu no sul de Manhattan, próximo ao World Trade Center, como ato terrorista

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Um homem dirigindo uma caminhonete alugada invadiu uma ciclovia e deixou pelo menos oito mortos na tarde desta terça (31) em Nova York, na região sul de Manhattan, conhecida por abrigar a prefeitura, o distrito financeiro e o World Trade Center. O atropelamento aconteceu em uma ciclovia na rua West, que corre de forma paralela ao parque na margem do rio Hudson, nas proximidades da rua Chambers.
O FBI (a polícia federal americana) e a prefeitura tratam o caso como um ato terrorista. Segundo o jornal “The Washington Post” e a rede de TV CBS, o suspeito é Sayfullo Saipov, 29, que tem origem no Uzbequistão, mas vive em Tampa, na Flórida.
“É um dia muito doloroso em nossa cidade. Com base nas informações que temos até este momento, foi um ato terrorista, um ato covarde de terror. Sabemos que esse foi um ato para abalar nosso espírito, mas nós, nova-iorquinos, somos resilientes”, disse o prefeito Bill DeBlasio, democrata, lembrando que o ataque ocorreu a poucas centenas de metros do local do 11 de Setembro.
Segundo as autoridades, seis pessoas morreram no local e outras duas no hospital. Além delas, há pelo menos 11 feridos, mas o número pode aumentar.
A situação está controlada, mas as autoridades pedem que as pessoas evitem a região.
A caminhonete invadiu a rua West, uma ciclovia também usada para pedestres, às 15h05 locais (17h05 no horário de Brasília), atropelando quem estava no caminho. Após bater em um ônibus escolar —deixando duas crianças feridas—, o motorista saiu do veículo armado e foi atingido no abdômen por um tiro de um policial. A polícia encontrou com o suspeito uma arma de ar-comprimido e uma de paintball.
Ele está sob custódia e alugou o veículo no Home Depot, uma loja de utilidades domésticas.
As autoridades disseram que não vão divulgar o nome do suspeito no momento. De acordo com o jornal “The New York Times”, após sair do carro, o homem gritou a frase “Allahu Akbar” (Deus é grande, em árabe).
Segundo o governador de Nova York, Andrew Cuomo, não há, no momento, informações de que se trate de um plano terrorista mais amplo. “Sabemos que Nova York é um símbolo da democracia e da liberdade”, disse Cuomo sobre o fato de a cidade ser atingida novamente. “Não vamos deixá-los vencer. Continuaremos com nossas vidas, não há uma ameaça corrente. Não há razão para ansiedade. Vocês verão um aumento das forças de segurança,”