Lista de medicamentos ofertados no SUS cresce 25%

Aplicação da mudança é prevista para o próximo ano, contanto com 229 medicamentos a mais que a lista anterior

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Uma nova lista de medicamentos essenciais passará a ser ofertada no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2018. Na próxima versão da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais 2018 (Rename) foram reincluídos medicamentos indicados para a assistência hospitalar e oncológica, que não estiveram presentes relação desde 2010. O anuncio foi feito nesta quarta-feira, dia 25, pelo ministro da Saúde Ricardo Barros.

Com o este aumento, a Rename contará com 1.098 medicamentos e insumos, 229 a mais quando comparada à lista anterior. Entre os medicamentos incluídos estão anestésicos e adjuvantes, isoflurano líquido volátil, propofol 10 mg/ML, antimicrobianos, vancomicina 500 mg, além de antídotos e medicamentos para nutrição parenteral e parto.

A proposta foi construída após uma analise baseada na indicação e uso dos medicamentos no país e no mundo. Foram realizadas consultas na lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial de Saúde, protocolos e diretrizes em oncologia, medicamentos indicados por Comissões de Farmácia e Terapêutico. Desta forma, a lista receberá contribuição de especialistas.

Monitoramento de Medicamentos

Um novo sistema criado pelo Ministério da Saúde visa integrar informações de distribuição, estoques e acesso aos medicamentos do SUS em todo o país. A Base Nacional de Dados da Assistência Farmacêutica, lançada na última terça-feira, dia 24, pretende melhorar o planejamento de compra, controle da data de validade e a realização de remanejamentos.

A base nacional entrou em funcionamento ontem, dia 25 de outubro, e os estados e municípios têm 90 dias para enviar as informações. Até então, o Ministério da Saúde recebia 20% dos dados por meio do Sistema Hórus, utilizado por 15 estados para gestão de medicamentos de alto custo. Agora, será disponibilizado o Web Service, ferramenta que permite que todas as secretarias de saúde que possuem sistemas próprios transmitam as informações.

Além do gerenciamento de medicamentos, também poderão ser monitoradas informações do paciente e das unidades de saúde. Todo o processo é automatizado; o sistema calcula possíveis perdas, sugere remanejamento de produtos ou indica o quantitativo que deve ser comprado para atender à necessidade.