Bombeiros ainda combatem incêndios florestais

Autoridades na Califórnia acreditam que todos os focos estarão controlados nos próximos dias

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Cerca de 5 mil bombeiros tentavam nesta segunda-feira (23) conter 10 incêndios florestais na Califórnia, os quais as autoridades esperam que sejam totalmente controlados nos próximos dias.
O balanço de mortos pelas chamas que atingiram a região vinícola desse estado da costa oeste americana até o momento é de 42.
Esses incêndios, considerados os mais letais já ocorridos na história da Califórnia, tiveram início no dia 8 de outubro, quando ao menos 11 mil bombeiros – alguns vindos da Austrália – foram convocados para combater 24 focos.
O departamento de bombeiros do estado, CalFire, informou que os 10 incêndios em atividade devem ser controlados nos próximos dias, mas ressaltou que os riscos continuam, uma vez que as condições climáticas são de baixa umidade e há prognóstico de fortes ventanias.
O fogo se alastrou por 99.150 hectares, forçou 100 mil pessoas a serem evacuadas e destruiu aproximadamente 8.400 residências e pontos comerciais.
Estima-se que as perdas sejam de US$ 1 bilhão, de acordo com a comissão de Seguros da Califórnia.
O maior número de mortes, 22, foi registrado no condado de Sonoma, famosa região por sua produção vinícola, onde bairros inteiros ficaram cobertos de cinzas.
Os incêndios florestais são comuns no oeste dos Estados Unidos durante a estação de seca, nos meses mais quentes.
No incêndio do parque Griffith, em Los Angeles, em 1933, ao menos 29 pessoas faleceram, e dois anos antes, 25 pessoas morreram no de Oakland Hills.
Na Espanha
Milhares de pessoas marcharam neste domingo na (22) cidade espanhola de Santiago de Compostela para cobrar responsabilidade política do governo regional pelos incêndios na Galícia (noroeste), que deixaram quatro mortos e mais de 35.000 hectares destruídos.
Cantando “Feijóo renuncie, a Galícia não te aceita”, em referência ao presidente regional, Alberto Núñez Feijóo, do Partido Popular (PP, direita conservadora), os manifestantes percorreram as ruas do centro de Santiago, de acordo com imagens de televisão e meios locais.
Com cartazes dizendo “Fogo nunca mais” e “Se perdemos as árvores, perdemos tudo”, os participantes criticaram a resposta oficial contra a onda de incêndios florestais que mataram, no fim de semana passado, quatro pessoas e deixaram danos materiais significativos.
Os organizadores, uma plataforma de organizações ambientais e sindicatos, à qual se uniram partidos da oposição, afirmaram que reuniram 10.000 pessoas.
“Sofremos o abandono e a incompetência absoluta da Xunta de Galicia [governo regional]”, afirmou Luis Villares, porta-voz do partido de esquerda En Marea no Parlamento regional.
“É inaceitável que o governo defenda uma política florestal pirômana, que é a que Núñez Feijóo está defendendo”, indicou Ana Pontón, do Bloque Nacionalista Galego (BNG).
Núñez Feijóo reivindicou os trabalhos de extinção do fogo, combatido por centenas de bombeiros ajudados por meios aéreos, e denunciou que os incêndios foram, em sua maioria, resultado de um “terrorismo incendiário”, e que foram favorecidos por altas temperaturas e fortes ventos.
O chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy, que visitou a região, também responsabilizou “incendiários” pela maior parte dos incêndios.