Senado

Bate-boca interrompe sessão do Conselho de Ética do Senado

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CEDP - Conselho de Ética e Decoro Parlamentar

 

 

 

Após um bate-boca entre senadores, o Conselho de Ética decidiu arquivar nesta terça-feira (8) uma denúncia contra seis senadoras da oposição que ocuparam a mesa diretora da Casa durante a votação da reforma trabalhista.
A troca de gritos chegou a interromper por alguns minutos a sessão.
A confusão começou quando o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), chamou a reunião de “ridícula”.
O petista criticou o presidente do colegiado, João Alberto Souza (PMDB-MA), por dar prosseguimento a uma denúncia contra seis senadoras da oposição.
Para Lindbergh, é “incoerente” a decisão de punir o grupo de senadoras e de arquivar o caso contra Aécio Neves (PSDB-MG).
O tucano foi alvo de um processo já arquivado pelo Conselho depois de ter sido gravado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, do grupo JBS.
“Essa reunião é ridícula. Esse conselho arquivou o caso do Aécio. Tinha uma mala com R$ 500 mil, tudo gravado. E agora quer abrir contra cinco mulheres. Os senhores estão se prestando a isso? O senhor não tem condições de ser presidente desse conselho”, disse.
O senador Gladson Cameli (PP-AC) respondeu aos protestos de Lindbergh. “Respeitem essa Casa. Tudo isso é planejado”, disse, acusando o petista de agir para “aparecer na TV”.
Os dois chegaram a trocar gritos no plenário e Lindbergh levantou-se em direção à mesa da presidência com o dedo em riste, em direção a João Alberto.
O senador Airton Sandoval (PMDB-SP) também reagiu aos gritos de Lindbergh. “Vai lá comer marmita”, disse, em alusão ao protesto das senadoras, que chegaram a fazer refeições na mesa diretora do Senado com as luzes do plenário apagadas.
Ao fim da sessão, a maioria concordou com uma questão levantada pelo senador Humberto Costa (PT-PE) e, por 12 votos favoráveis e dois contrários, a denúncia foi arquivada.