Produção de veículos sobe em julho

Exportações são recorde, com o acumulado de 439.586 unidades, crescimento de 55,3% na comparação anual

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A indústria de veículos do Brasil voltou ampliar exportações em julho na comparação anual, renovando recorde de vendas externas no acumulado do ano em meio a um impulso de vendas pela América Latina que está ajudando a minimizar um mercado interno que se recupera em marcha lenta de quatro anos de quedas.
As exportações da indústria cresceram 42,5% sobre julho do ano passado, para 65.722 carros, comerciais leves, caminhões e ônibus. O acumulado dos primeiros sete meses do ano foi recorde histórico para o período, com exportações de 439.586 unidades, crescimento de 55,3% na comparação anual.
“Foi o melhor acumulado de exportações da história e caminhamos para termos recorde no ano”, disse o presidente da associação de montadoras de veículos, Anfavea, Antonio Megale, acrescentando que os maiores mercados foram Argentina, México, Chile, Uruguai e Colômbia.
O recorde anterior de vendas externas de janeiro a julho foi cravado há 12 anos, quando o setor exportou um total de 420 mil veículos no acumulado dos primeiros sete meses de 2005.
As exportações ajudaram a puxar a produção do setor, que subiu 5,9% ante junho, para 224,8 mil unidades. Na comparação com julho do ano passado, a alta foi de 17,9%. No acumulado do ano, a produção somou 1,488 milhão de unidades, alta de 22,4% sobre o mesmo período de 2016, ficando próxima do recorde para o período ocorrido em 2015, a 1,514 milhão de veículos.
Já a venda de veículos novos no Brasil caiu 5,2% em julho ante junho, para 184,8 mil unidades, mas na comparação ano a ano subiu 1,9%. No ano, a venda acumulada chega a 1,204 milhão de unidades, alta de 3,4%.
“A gente esperava vendas melhores em julho, que costuma ser um mês forte para o setor, mas o cenário político criou incertezas. Esperamos que agosto seja melhor agora que as importantes decisões políticas já foram tomadas”, disse Megale.