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Fazenda tenta conter pressão para rever aperto fiscal e liberar gastos

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Sob pressão para rever a meta de aperto fiscal e liberar mais recursos para gastos do governo, o Ministério da Fazenda trabalha para conter abaixo de R$ 10 bilhões o aumento do rombo previsto para o Orçamento deste ano.
A equipe econômica já vê como inevitável a mudança na meta fiscal estabelecida pelo governo, que prevê um deficit de R$ 139 bilhões neste ano. A avaliação é que será melhor para a credibilidade da política econômica rever a projeção agora do que insistir em um objetivo que é impossível de ser atingido.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, propõe que a expansão do deficit seja a menor possível, suficiente para cobrir alguns gastos, mas capaz de sinalizar ao mercado que o governo mantém o compromisso com o equilíbrio das suas contas.
Parte do núcleo político do governo Michel Temer, por sua vez, trabalha por um aumento mais ousado da meta, próximo dos R$ 20 bilhões, que permitiria liberar gastos e abrir espaço para investimentos que estão represados.
Auxiliares do presidente afirmam que o número ainda não está fechado, mas preferem que a revisão permita um alívio mais significativo do Orçamento, que desde o início do ano bloqueou R$ 45 bilhões dos recursos previstos no Orçamento, prejudicando o funcionamento de serviços públicos e ampliando o desgaste do governo e de Temer.