Lúcio Funaro fará delação premiada à PGR

Doleiro assinou acordo com o Ministério Público e deve citar Temer e políticos com foro privilegiado

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lucio

 

 

 

 
O operador Lúcio Funaro assinou nesta terça-feira (22) o acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República.
Ligado ao PMDB e ao ex-deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que também está preso, Funaro promete revelar novos detalhes de esquemas de corrupção envolvendo o presidente Michel Temer e políticos com foro privilegiado – a maioria do PMDB.
O operador chegou a cogitar a delação no inicío do ano, mas as negociações não avançaram e ele trocou de advogados algumas vezes.
Em maio, quando a irmã dele Roberta Funaro foi presa na operação Patmos, deflagrada a partir da delação de executivos da JBS, Funaro decidiu fazer delação e se concentrou nas tratativas, trocando novamente de advogado para começar a rascunhar os anexos – fatos e personagens que ele pretendia entregar.
Funaro contratou o mesmo escritório que defende o também doleiro Alberto Youssef. O jurista Antônio Figueiredo Basto é especialista em delações premiadas.

Transferências
No início de julho, Funaro saiu pela primeira vez do Complexo da Papuda, em Brasília, onde está preso, para passar um período na superintendência da Polícia Federal na capital.
No local, ele ficou à disposição para prestar depoimentos a delegados e a procuradores em investigações das quais é alvo e, ao mesmo tempo, começou a construir o roteiro da delação, apresentado à Procuradoria Geral da República.