Irã condena sanções dos EUA à Venezuela

Ministro das Relações Exteriores do país, Mohammad Javad Zarif, oferece ajuda a país sul-americano

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, condenou neste sábado (5) as sanções dos Estados Unidos contra a Venezuela e afirmou que o governo iraniano está preparado para ajudar o país sul-americano “contra as pressões”.
Zarif fez estas declarações em uma reunião em Teerã com o vice-presidente e ministro de Planejamento venezuelano, Ricardo Menéndez, que compareceu sábado, 5, à cerimônia de posse do presidente iraniano, Hassan Rohani.
Na segunda-feria (31), o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou que todos os ativos de Nicolás Maduro que estejam sujeitos à jurisdição dos EUA estão congelados, e que todos os americanos estão proibidos de fazer negócios com ele.
Ainda, os Estados Unidos já tinham imposto sanções a outros membros da Assembleia Constituinte venezuelana — e, segundo o jornal “The Wall Street Journal”, está sendo estudado um veto as exportações de petróleo e produtos refinados americanos à Venezuela, bem como a proibição de que empresas americanas invistam no setor de energia do país.
O chefe da diplomacia iraniana explicou que seu país enfrentou as sanções dos EUA confiando nas suas capacidades e graças à “resistência” de seu povo, segundo um comunicado do ministério das Relações Exteriores.
Além disso, Zarif ressaltou que o Irã sempre apoiou as reivindicações do povo e do governo venezuelanos e que, como membro do Movimento de Países Não Alinhados, está disposto a “ajudar a Venezuela a resistir às sanções americanas”.
Por sua vez, Menéndez agradeceu o apoio do Irã a seu país contra as ameaças dos EUA e manifestou interesse em aprender com a experiência do Irã para resistir às sanções.
O vice-presidente venezuelano disse que as pressões e ameaças devem ser usadas como uma oportunidade para estimular as relações bilaterais entre Teerã e Caracas.
Já a União Europeia não reconheceu a Assembleia Nacional Constituinte apoiada por Maduro e advertiu que intensificará sua resposta se a Venezuela continuar a desrespeitar os princípios democráticos.
A Assembleia Constituinte, que tomou posse sexta, 4, para redigir uma nova Constituição na Venezuela, é rejeitada pela oposição ao governo de Nicolás Maduro.