Coreia do Norte pretende lançar mísseis

Serão quatro disparos de médio alcance ao redor da ilha de Guam, território dos EUA no Oceano Pacífico

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FILE PHOTO: North Korean leader Kim Jong Un reacts during the long-range strategic ballistic rocket Hwasong-12 (Mars-12) test launch in this undated photo released by North Korea's Korean Central News Agency (KCNA) on May 15, 2017. KCNA via REUTERS/File Photo   REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. REUTERS IS UNABLE TO INDEPENDENTLY VERIFY THIS IMAGE. NO THIRD PARTY SALES. SOUTH KOREA OUT ORG XMIT: TOPTW202
FILE PHOTO: North Korean leader Kim Jong Un reacts during the long-range strategic ballistic rocket Hwasong-12 (Mars-12) test launch in this undated photo released by North Korea’s Korean Central News Agency (KCNA) on May 15, 2017. KCNA via REUTERS/File Photo REUTERS ATTENTION EDITORS – THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. REUTERS IS UNABLE TO INDEPENDENTLY VERIFY THIS IMAGE. NO THIRD PARTY SALES. SOUTH KOREA OUT ORG XMIT: TOPTW202

 

 

 
A Coreia do Norte afirmou que pretende disparar simultaneamente quatro mísseis Hwasong-12 de médio alcance em um ataque nas proximidades da ilha de Guam, território dos Estados Unidos no Oceano Pacífico. Segundo a agência sul-coreana Yonhap, o plano foi revelado por militares na quinta (10, horário local).
Após o lançamento, os quatro mísseis sobrevoariam Shimane, Hiroshima e Koichi, no Japão, antes de atingir seus alvos ao redor da ilha. “Eles voarão 3,356.7 km durante 1,065 segundos e atingirão águas de 30 a 40 quilômetros de Guam”, diz o general Kim Rak Gyom, comandante da Força Estratégica do Exército do Povo Coreano, que assina o comunicado divulgado pela Agência de Notícias Central Coreana.
Segundo ele o plano é “interditar as forças inimigas nas principais bases militares de Guam e enviar um aviso crucial para os EUA”. O plano de ataque está em fase final e deve ser apresentado ao líder Kim Jong-un até a metade de agosto, passando então a depender apenas de uma ordem sua para ser executado.
Na terça, o presidente Donald Trump ameaçou responder com “fogo e fúria” caso a Coreia do Norte continuasse a ameaçar os EUA. “É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças aos Estados Unidos. Enfrentarão fogo e fúria como o mundo nunca viu”, declarou Trump de seu clube de golfe em Bedminster, Nova Jersey, onde passa férias.
No comunicado de quinta, o general norte-coreano criticou Trump. “Parece que ele não entendeu a declaração. Diálogo saudável não é possível com um sujeito tão desprovido de razão e apenas força absoluta pode funcionar sobre ele”.
O anúncio de que Guam seria um possível alvo norte-coreano também foi feito na terça, quando o regime de Kim Jong-un revelou que estaria “examinando cuidadosamente” um plano para atacar o território americano.
Na quarta, porém, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, afirmou que não via ameaça iminente de um ataque da Coreia do Norte.
Em um discurso exibido na televisão, o governador do pequeno território americano, Eddie Calvo, afirmou que estava trabalhando com Washington para “garantir a segurança”.
“Quero tranquilizar a população porque atualmente não pesa nenhuma ameaça sobre nossa ilha, nem sobre as ilhas Marianas. Conversei com a comandante da região das Marianas, a contra-almirante Shoshana Chatfield, que me confirmou”, disse.

Guam é posto avançado-chave dos EUA
Guam, uma ilha isolada do Pacífico de quase 550 quilômetros quadrados, é um posto avançado chave para as forças americanas, estrategicamente localizada entre a península coreana e o mar da China Meridional.
Quase 6 mil soldados estão presentes no território, em particular na base aérea de Andersen e na base naval de Guam.
Calvo citou “vários níveis de defesa estratégicos” estabelecidos para defender Guam. A Casa Branca informou que um ataque contra o território seria considerado um ataque contra os Estados Unidos, destacou.
“Já falaram que os Estados Unidos serão defendidos. Quero recordar também a mídia nacional que Guam é território americano e que 200 mil americanos vivem em Guam e nas Marianas. Não somos apenas instalações militares. Com isso dito, quero assegurar que estamos preparados para qualquer eventualidade”.