Lixo eletrônico

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Por mais que se fale da importância ambiental do planeta, o efeito tem sido pequeno. Todos os anos, os brasileiros descartam – na maioria das vezes de maneira inadequada – perto de 2 mil toneladas de lixo eletrônico, formado basicamente por monitores de computadores, teclados, CPUs, celulares quebrados, televisores antigos, laptops irrecuperáveis, entre tantos equipamentos eletrônicos que fazem parte de nosso cotidiano. Esse tipo de lixo cresce exponencialmente, uma vez que a indústria substitui e aperfeiçoa os modelos vigentes em ritmo muito rápido, para incentivar o consumo.

Os grandes fabricantes lançam novos smartphones e computadores todos os anos. Se por um lado o lançamento contínuo de equipamentos eletrônicos faz a roda da economia girar, por outro, cria-se um sério problema ambiental, já que o e-lixo, como é chamado o material eletrônico colocado em desuso, contém quantidades significativas de substâncias tóxicas, como chumbo, cádmio, arsênio, mercúrio, cobalto entre tantas outras que podem provocar uma série de doenças. Jogar esse tipo de equipamento nos aterros sanitários é altamente condenável, embora ocorra com frequência, pois poderá contaminar os lençóis freáticos e, na sequência, seres humanos e animais.