Iraque comemora retomada de Mossul do EI

Após vitória, primeiro-ministro diz que prioridades para o governo são a 'estabilidade e a reconstrução'

262

Iraque

 

 

 
O primeiro-ministro iraquiano, Haider Al-Abadi, declarou nesta segunda-feira (10) que, após a vitória em Mossul contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI), a prioridade para o governo é a “estabilidade e a reconstrução”.
Neste domingo, Al-Abadi proclamou oficialmente a libertação total desse ex-reduto do EI e encarregou sua forças de limpar as cidades das minas e explosivos.
Durante um discurso nesta segunda-feira em Mossul, a segunda maior cidade do país que as forças iraquianas recuperaram após quase 9 meses de devastadores combates, Abadi destacou uma vitória “sobre a brutalidade e o terrorismo” do EI. Para Abadi, a derrota do grupo extremista islâmico, que havia assumido o controle de Mossul em junho de 2014, marca o “afundamento” do seu Estado fictício.
Em Bagdá, na praça Tahrir, os moradores comemoraram durante toda a madrugada a reconquista da cidade pelas forças iraquianas, apoiadas em sua ofensiva de quase 9 meses pela coalizão internacional liderada por Washington.
Vários países que integram a coalizão internacional, incluindo França e Estados Unidos, parabenizaram Bagdá pela vitória na guerra contra o EI, que valida a estratégia americana: atacar o inimigo por meio de tropas amigas.
O Irã, que apoia algumas milícias xiitas iraquianas no combate ao EI, felicitou o Iraque pela vitória e ofereceu sua ajuda para a reconstrução das cidades recuperadas, como Mossul, Tikrit, Ramadi e Fallujah.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também elogiou nesta segunda-feira a reconquista da cidade. “A vitória em Mossul demonstra que os dias (do EI) no Iraque e Síria estão contados”, disse Trump em comunicado, em que saudou al-Abadi. Os EUA lideram uma coalizão internacional que bombardeia alvos do EI nos dois países.
Apesar da vitória declarada, os confrontos prosseguiam nesta segunda-feira em uma reduzida área de cerca de 200 metros onde os últimos extremistas se entrincheiraram na Cidade Antiga, segundo o general Sami al-Aridhi, um dos comandantes das forças de elite de contra-terrorismo (CTS).