Estudos citam benefícios do aminoácido arginina para a performance esportiva

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Nos últimos anos, houve uma grande mudança de paradigma com relação aos agentes ergogênicos e suplementos esportivos. Alguns desses ergogênicos são conhecidos por estimular a produção do óxido nítrico (NO). Ele é uma substância produzida no nosso organismo capaz de favorecer o relaxamento vascular e desempenhar papel fundamental na regulação do fluxo sanguíneo através da vasodilatação e diminuição da resistência vascular periférica.
Estudo recente mostra que, do ponto de vista do atleta, essa função vascular do NO é fator importante na regulação da contratilidade do músculo esquelético, no aumento da performance e do consumo máximo de oxigênio (VO2). Com relação a estes efeitos fisiológicos do NO, muitos estudos científicos tentam demonstrar os benefícios da suplementação da L-arginina um aminoácido que participa das via enzimática de formação do NO.
A L-arginina é um aminoácido encontrado na carne vermelha, carne de aves, semente de abóbora, nos laticínios, na proteína do soro do leite (whey protein), sob a forma de cápsulas e pó, além de ser também produzida pelo organismo. Evidências anteriores demonstraram que o suplemento de L-arginina pode melhorar a função endotelial, secreção de insulina, estresse oxidativo, inflamação relacionada ao diabetes, doenças cardiovasculares e distúrbios autoimunes.
A L-arginina é sabidamente um precursor do óxido nítrico (NO), usado para aumentar a força muscular, a resistência e a melhora do fluxo sanguíneo. Teoricamente, um aumento no fluxo sanguíneo poderia melhorar o desempenho esportivo, enquanto aumenta o fornecimento de nutrientes e a remoção do produto residual dos músculos em atividade.
Um recente estudo clínico randomizado publicado no European Journal of Clinical Nutrition teve como objetivo avaliar o efeito do aminoácido sobre a composição corporal e performance esportiva. Nesse estudo os pesquisadores forneceram aos atletas 2 g/dia de L-arginina por 45 dias. A idade média dos 52 participantes (25 no grupo L-arginina; 27 no grupo placebo) foi de 21 anos. Não havia diferença estatisticamente significativa da idade, peso, IMC (índice de massa corporal), massa gordura corporal total, massa muscular esquelética, no VO2 máximo, e nem mesmo do consumo dietético entre os dois grupos.
Além disso, o nível de atividade física foi semelhante durante o estudo. Em comparação com os valores basais, observou-se um aumento significativo no VO2 máximo (performance esportiva) no grupo que recebeu a suplementação com L-arginina (4.12 ml/kg/min ± 6.07) em comparação com o grupo placebo (1.23 ml/kg/min ± 3.36) (p = 0.03) no final do estudo. As medidas antropométricas não sofreram alterações.