Desempenho

Agricultura impede retração de vagas, que têm saldo positivo no 1º semestre

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Agro

 

 

O bom desempenho da agricultura salvou o emprego formal no primeiro semestre. Entre demissões e contratações, foram gerados 67,3 mil postos de trabalho com carteira assinada no período, o melhor resultado desde 2014.
O campo gerou 117 mil vagas nos primeiros seis meses do ano, ajudando a compensar o mau desempenho de setores como comércio (123 mil vagas fechadas) e construção civil (33,1 mil vagas a menos).
Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) também mostram que, em junho, foram criados 9.800 empregos no país, terceiro mês consecutivo no azul.
O número veio abaixo do que era esperado pelo mercado, que apostava em mais de 20 mil vagas formais geradas.
Dos oito setores acompanhados, somente dois geraram vagas: administração pública e agropecuária.
Foram as 36,8 mil vagas criadas neste último setor que compensaram as demissões nas outras áreas e possibilitaram um resultado geral positivo. Somente o cultivo de café, concentrado em Minas, gerou 10,8 mil postos formais.
“O mercado de trabalho ainda segue em ajuste: o saldo dessazonalizado [retirados os efeitos típicos de cada mês] é negativo, e o desempenho no semestre foi muito dependente de agro”, afirmou o economista Thiago Xavier, da Tendências.
A construção civil, os serviços, a indústria de transformação e o comércio eliminaram, nessa ordem, 8.900, 7.200, 7.800 e 2.700 vagas.