Crimes virtuais

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Após vários países assistirem a ataques de vírus com potencial para afetar desde o sistema de saúde até a rede elétrica, percebeu-se que a cibersegurança se tornou questão de interesse público. Estima-se que esse mercado movimenta mais de R$ 225 bilhões no mundo. Assim como outras ameaças no “mundo real” obrigaram as autoridades a aprimorar os mecanismos de defesa, com o aumento da dependência do universo “on line”, o combate aos delitos digitais passou a demandar investimentos maciços capazes de garantirem proteção satisfatória a empresas, hospitais, bancos, aeroportos e outros alvos dessa manipulação criminosa.

Embora algumas nações hajam desenvolvido ferramentas de proteção, a maioria tem ações incipientes, abrindo caminho para que os atentados se repitam. A União Internacional de Telecomunicações, vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), divulgou ranking global com avaliação do nível de cibersegurança em 193 países. Em metade deles, não há nenhuma lei específica relacionada ao tema. No levantamento, o Brasil aparece apenas na 38ª colocação. Apesar de estar à frente dos vizinhos na América do Sul, como Argentina (60º), Chile (80º) e Paraguai (86º), o País está nove posições atrás de Uruguai (29º). Na liderança, está Cingapura, seguido dos Estados Unidos, Malásia e Omã.

A pesquisa utilizou como critérios desde a avaliação sobre como se dá o compartilhamento de informações com autoridades estrangeiras até saber se existem instituições destinadas a monitorar possíveis ataques. O levantamento aponta que há, no Brasil, três grupos públicos de trabalho cujos objetivos são prevenir e enfrentar violações digitais. O estudo indica também que a Polícia Federal participa de um sistema de comunicações desenvolvido pela Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), para integrar as forças globais de segurança e permitir que cada instituição possa fornecer informações para conter os crimes.