Arsenal é roubado de quartel em Portugal

Granadas, lança-granadas, munições, explosivos e outros materiais de guerra foram furtados

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Granadas, lança-granadas, munições calibre 9 mm, explosivos e outros materiais de guerra desapareceram da base militar portuguesa de Tancos, perto de Fátima. A informação do roubo foi divulgada pelo Exército português na última quinta-feira (29), mas sem dar detalhes sobre as armas furtadas. Nesta segunda-feira (3), a imprensa espanhola revelou uma lista dos equipamentos militares furtados da base.
O Exército português informou que a violação do perímetro de segurança da base de Tancos foi detectada na noite de quarta-feira (28), quando os soldados de ronda perceberam que as entradas de dois depósitos de armas e munições, denominados “paiolins”, tinham sido arrombados. Segundo a imprensa portuguesa, esse furto seria o mais grave jamais ocorrido em uma instalação militar no país.
Para o general português e ex-ministro da Defesa, José Loureiro dos Santos, o furto só pode ter acontecido devido a “uma falha de segurança, que deve preocupar a todos”. O sistema de câmeras de vigilância da base estava quebrado há dois anos. Segundo o general, o roubo pode ter sido realizado graças a algum militar da base, que teria ajudado os criminosos a entrar na instalação.

Investigação
A Polícia Judiciária Militar foi imediatamente acionada e iniciou investigações com o objetivo de recuperar as armas roubadas. Segundo fontes da polícia portuguesa, a preocupação é que este material possa cair nas mãos de grupos criminais ou de organizações terroristas. Como as granadas são armamento de guerra, demandando treinamento militar para serem usadas com eficácia, não devem ser aproveitadas no circuito da criminalidade local. Por isso, segundo os investigadores, elas poderiam ser inseridas no tráfico internacional de armas.
“Quando esse armamento entrar em circulação pelo espaço europeu se tornará de fácil acesso para grupos terroristas ou indivíduos que integram células terroristas”, alertou Filipe Pathé Duarte, porta-voz do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT).
O ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, declarou que considera o caso “grave” e assegurou que fará de tudo para ajudar as investigações. “não foi roubada uma pistola, não foram roubadas duas, foram roubadas granadas, isso é ainda mais grave”, afirmou Azeredo Lopes.
O chefe do Estado-Maior do Exército, Frederico Rovisco Duarte, exonerou os cinco comandantes da base militar para não interferirem com os processos de investigação sobre o caso.