Varejo pode faturar até 2,4% com saque do FGTS

De acordo com estudo do Fecomercio de São Paulo, economia pode alavancar com saldo inativo do Fundo de Garantia

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No ultimo sábado o Banco da Caixa voltou ficar lotado devido ao saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que foram liberados pelo governo neste ano.

Segundo o estudo realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), é estimado que devido ao saque, até 2,4% podem ser destinados ao faturamento do comércio varejista nacional. Neste ano, há previsão de injeção total de R$ 45 bilhões do FGTS no varejo brasileiro.

Durante a avaliação de participação de cada estado no total de rendimentos e remuneração paga no Brasil, é mostrado que o Estado de São Paulo é responsável por cerca de 32,7% do total.

De acordo com o estudo, caso a distribuição dos recursos das contas inativas do FGTS siga esse padrão de R$ 45 bilhões disponibilizados para saque é estimado que R$ 14,7 bilhões serão injetados na economia paulista e as vendas do setor no Estado podem crescer até 2,5%.

Já em relação ao interior de São Paulo, na região de Ribeirão Preto, que engloba Franca e adjacências, o FGTS poderá acrescentar até 1,7% ao faturamento do comércio varejista da região.

De acordo com o assessor econômico da FecomercioSP, Guilherme Dietze, no interior uma pequena parte poderá ser destinada as questões de inadimplência, mas boa parte pode ser direcionada ao comércio varejista.

“Em parte, o FGTS pode ir para quitação de dívidas, mas percebemos que na região de Ribeirão Preto, no interior paulista, tivemos um bom desenvolvimento em relação ao ano passado e este ano poderá ter grande progresso devido ao agronegócio, então é um setor que neste ano pode ajudar nesta questão e auxiliar no consumo do comércio”, explica Dietze.

De acordo com a assessoria técnica da FecomercioSP, ainda que nem todo o dinheiro seja destinado para o consumo, o varejo pode se beneficiar no médio e longo prazo já que se o consumidor optar por quitar dívidas ou aplicar, tais recursos entrarão no mercado financeiro elevando a capacidade bancária de conceder empréstimos.