Policial é morto em tiroteio em Paris

Grupo Estado Islâmico reivindica ataque na Champs-Élysées; atirador foi morto pela polícia

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Franca

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do ataque desta quinta-feira (20) na avenida Champs-Élysées, em Paris, que deixou um policial morto e dois feridos. Segundo o portal “Site”, que monitora atividades extremistas na internet, a “Amaq”, agência oficial do EI, disse que a ação foi cometida por um de seus soldados.
O tiroteio fechou uma das áreas turísticas mais movimentadas de Paris. O ministro
do Interior, Matthias Fekl, confirmou que o atirador foi morto. Segundo o governo, os
policiais eram o alvo do ataque. O presidente François Hollande disse que o ataque
tem características terroristas.
Segundo o porta-voz do ministério, por volta das 21h (horário local) um homem saiu
de um veículo e abriu fogo contra um carro de polícia estacionado na avenida. O
atirador usou uma arma automática para atacar os oficiais. “Posso dizer que,
segundo as primeiras constatações, os policiais eram os alvos diretos”, completou
Pierre Henry Brandet. O departamento antiterror vai abrir uma investigação.
A imprensa chegou a confirmar a morte de um segundo policial, citando fontes
oficiais. Mas o porta-voz desmentiu a informação e assegurou que ele segue
hospitalizado.
Em declarações após o ataque, Hollande disse que o ataque é investigado como
terrorismo. “Estamos convencidos que as pistas são de ordem terrorista. O
departamento antiterrorista foi acionado”, afirmou. “Nós ficaremos em vigilância
absoluta, principalmente em relação às eleições”, acrescentou.
Segundo a rede francesa BFMTV, fontes afirmaram que o atirador era conhecido
dos serviços de segurança, e falou sobre sua vontade de matar policiais no serviço
de mensagens instantâneas Telegram, semelhante ao WhatsApp.
O ataque aconteceu em frente a uma loja da rede varejista britânica
“Marks & Spencer”, a poucos metros do Arco do Triunfo. A região foi esvaziada
pelas forças de segurança. Milhares de soldados e policiais armados foram
enviados ao local para proteger pontos turísticos como a Champs-Élysées e outros
alvos em potencial, como prédios do governo e sítios religiosos.
A Champs-Élysées é vista há bastante tempo como um alvo potencial de
extremistas, devido ao alto número de visitantes e sua fama mundial, afirma o
repórter da BBC Hugh Schofield, que está na cidade.

Às vésperas da eleição
O episódio acontece a apenas três dias das eleições presidenciais na França e
pouco mais de 24 horas depois da prisão de dois supostos terroristas que estariam
planejando cometer atentados contra os candidatos. Esta é a eleição presidencial
mais concorrida que a França tem em décadas.
Os suspeitos foram capturados em Marselha, onde
a ultranacionalista Marine Le Pen faria um comício. Além disso, os serviços de
segurança estão em alerta máximo para o risco de ataques na votação do próximo
domingo (23).