Polícia faz reconstituição de assalto que terminou em morte de Policial Civil em Batatais

Crime aconteceu no dia 10 de abril, autores do roubo participaram da reconstituição

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RECONSTITUICAO

A Polícia Civil realizou na manhã de ontem a reconstituição do assalto que terminou na morte de um Policial Civil na cidade de Batatais. O trabalho de reconstituição mobilizou um grande numero de policiais e contou com a participação do comerciante de 31 anos e do sobrinho dele, um jovem de 18 anos que participou do assalto.

Segundo o delegado Márcio Murari da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Franca, os autores do assalto e da morte do policial Luiz Henrique Zanoello de 52 anos não demonstraram nenhum arrependimento de terem praticado o crime.

Durante a reconstituição, o comerciante e o sobrinho mostraram aos policiais como fizeram para praticar o assalto ao carro dos policiais que transportavam malotes de uma rede de supermercados.

“O comerciante afirma que chegou 15 minutos antes e ficou aguardando porque na semana anterior eles haviam seguido os policiais. Inclusive, foi apreendido com ele um papel contendo os nomes das ruas que eles faziam no trajeto. No local do crime o comparsa impediu o trânsito do carro dos policiais e o ataque ocorreu”, disse o delegado Murari.

O delegado explicou ainda que a reconstituição é importante para que a polícia possa comparar com tudo que foi dito pelos criminosos durante os depoimentos e afirma que os investigadores conseguiram eliminar algumas dúvidas que restavam sobre o dia do crime.

“Para nós ele disse que não chegou a anunciar o roubo. Pelas provas que foram colhidas ele já chegou, executou os policiais e depois praticou o assalto. Todos os depoimentos que eles prestaram estavam de maneira bastante fria e inclusive o rapaz de 18 anos, em último depoimento, em uma das questões que a gente faz durante o interrogatório era perguntar se ele estava arrependido e ele respondeu que não, isso mostra o caráter e a índole desses dois. Eles não se arrependem”. Ressaltou o delegado.

O próximo passo da polícia no caso deve ser pedir a prisão preventiva dos autores do crime. Assim eles ficariam pros até a decisão da justiça de julga-lo.

Internado

O investigador José Carlos da Silva que estava no carro e também foi baleado, continua internado em um hospital de Ribeirão Preto. No dia do assalto, os ladrões levaram R$ 400 mil em dinheiro. O valor foi recuperado e estava escondido na casa do comerciante.