Cresce o movimento contra ideia de privatização

Proposta de venda surge no momento em que faculdades municipais registram crescimento

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ananias

O movimento contrário à vendas da Faculdade de Direito de Franca e do Centro Universitário Uni-Facef continua repercutindo e cresce cada vez mais. A proposta de vender as duas unidades de ensino, apresentada pelo vereador José Corrêa Neves Júnior (PSD) ao prefeito Gilson de Souza (DEM), foi rechaçada por estudantes, professores e políticos locais.

Ontem o ex-prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) disparou contra a proposta de privatização. “Muitas pessoas estão indignadas e com razão, pois não foram escutadas”, justifica. Segundo ele, as faculdades -apesar de serem públicas, são autarquias e cobram mensalidade para seu suprimento, “mas não visam lucro e, por isso, os valores dos cursos são mais baixos”.

“Privatizar é vender o patrimônio público, um patrimônio que foi construído com o nosso dinheiro e entregar para uma instituição privada administrar”, completa Alexandre. Ele criticou ainda a manipulação de informações sobre o caso por parte do vereador Corrêa Neves. “Este manuseio de informação sempre foi usado de forma pejorativa contra a nossa cidade”, diz Alexandre.

Ex-secretário de Finanças do município em mais de uma gestão, Sebastião Manoel Ananias também criticou a proposta do vereador Corrêa Neves. “Mmm… Privatizar? Vender? Por que?
Interessa a quem?”, questionou em publicação na internet.

João Rocha, que já foi vice-prefeito de Franca e concorreu na eleição passada, disse acreditar que alguns políticos acham que “somos, desinformados e manipuláveis”. Para ele, as duas instituições são excelência no ensino e auto sustentáveis. “Esse possível negócio, certamente interessa a muitos”, sugere.

A ideia do vereador começou em requerimentos na Câmara e depois a proposta foi defendida por Corrêa Neves em seu jornal e na sua emissora de rádio. Segundo ele, Gilson estaria disposto a levar o estudo adiante.

Corrêa diz ainda que “para administração seria uma forma de se desprender das autarquias, e consequentemente voltar a máquina pública para áreas mais carentes do município, como saúde e educação”.

Em sua defesa da privatização, o vereador publicou ainda o argumento de que “poderia haver uma injeção de dinheiro no executivo, que daria por exemplo, para iniciar as conversas e projetos do tal falado hospital tipo clínicas prometido por Gilson”.

No entanto, apesar das afirmações de Corrêa, o prefeito correu para negar que esteja estudando a priovatização. Ele desmentiu o vereador e falou que isso seria apenas “boato”.