Trump recebe líderes estrangeiros

Presidente americano e chaceler alemã não esconderam divergências, mas ressaltaram pontos de união

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U.S. President Donald Trump meets with Germany's Chancellor Angela Merkel in the Oval Office at the White House in Washington, U.S. March 17, 2017. REUTERS/Jonathan Ernst     TPX IMAGES OF THE DAY ORG XMIT: WAS915

Após receber cinco líderes estrangeiros, num séquito inaugurado pela primeira-ministra britânica, Teresa May, o presidente dos EUA, Donald Trump, encontrou-se nesta sexta (17/3) em Washington com a chanceler alemã, Angela Merkel. Em entrevista coletiva, na Casa Branca, os dois não esconderam divergências, mas ressaltaram os pontos de união.
Trump fez um gracejo para destacar as convergências: questionado sobre suas recentes declarações acerca de grampos telefônicos que teriam sido ordenados pelo ex-presidente Barack Obama, disse que ao menos nisso ele e a chanceler tinham “uma coisa em comum” –já que Merkel foi alvo de espionagem durante o governo democrata.
Merkel pareceu desconcertada com a resposta. Ela declarou estar contente com o encontro por ser melhor falar com o outro do que falar sobre o outro.
O presidente americano assegurou que seu governo apoia “fortemente” a Otan, a aliança militar ocidental, mas repetiu que os demais membros precisavam pagar de maneira mais justa e equilibrada.
A líder alemã, por sua vez, reiterou sua política em relação a refugiados, criticada por seu colega, que a classificou de “desastrosa” durante a campanha eleitoral. A chanceler destacou também a importância da União Europeia e os esforços da Alemanha para combater a milícia do Estado Islâmico e buscar a paz.
Os dois deram atenção a temas econômicos –Merkel foi a Washington acompanhada por um grupo de empresários, entre os quais executivos da BMW e da Siemens, que operam nos EUA e empregam dezenas de milhares de americanos. Trump voltou a advogar pela ampliação de empregos industriais e insistiu na sua retórica de defesa dos interesses dos trabalhadores americanos.
Numa resposta à imprensa alemã, o presidente rejeitou a ideia de que seria um “isolacionista” em termos de comércio internacional. “Sou um defensor do livre comércio”, disse, antes de criticar a desigualdade de tratamento em relação aos EUA que vê nas relações econômicas internacionais.
A chanceler também fez uma breve regressão histórica, lembrando o papel fundamental dos EUA para reerguer a Europa após a Segunda Guerra e saudou o fato de os dois países serem hoje importantes aliados.
O presidente também foi questionado sobre as complicadas mudanças de seu projeto na área de saúde. Avaliou que logo o plano será votado e, mais uma vez, prognosticou o colapso o Obamacare, que chamou de “um desastre”.