Coreia do Norte volta a lançar mísseis

Segunda ação do tipo em menos de um mês não impede retaliação a EUA e Coreia do Sul por exercícios militares

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Misseis

A Coreia do Norte lançou nesta segunda-feira (6) quatro mísseis balísticos no mar do Japão. Esta é a segunda ação do tipo em menos de um mês, apesar da resolução da ONU que impede o país comunista de realizá-las.
Segundo as Forças Armadas da Coreia do Sul, os mísseis foram atirados da base de Tongchang-ri, perto da fronteira com a China, e voaram por 1.000 km, caindo no mar na zona econômica exclusiva do Japão.
Nenhum dano foi registrado desde o lançamento, às 7h36 (19h36 de domingo em Brasília). O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, chamou o teste militar de “uma ação extremamente perigosa”.
Os militares sul-coreanos informaram que farão uma reunião de segurança nacional com o presidente em exercício, Hwang Kyo-ahn, e as forças americanas, que tem 28,5 mil soldados para fazer a segurança do país.
O novo lançamento é uma reação aos exercícios militares anuais que Coreia do Sul e Estados Unidos, que começam na quarta (8). Na semana passada, o regime norte-coreano ameaçou tomar “fortes medidas retaliatórias”.
Embaixador da Malásia

A Coreia do Norte ordenou nesta segunda-feira (6) a expulsão do embaixador da Malásia como represália à de seu diplomata, que já abandonou Kuala Lumpur, anunciou a agência oficial KCNA.
“O ministério das Relações Exteriores [da Coreia do Norte] anuncia que o embaixador da Malásia é persona non grata (…) e exige sua partida nas próximas 48 horas”, informou a KCNA, em meio à crise diplomática entre os dois países depois do assassinato do meio-irmão do ditador norte-coreano Kim Jong-un no aeroporto de Kuala Lumpur.
Pyongyang rejeita a atuação malasiana no caso e, segundo o embaixador da Coreia do Norte expulso da Malásia, pouco antes de abandonar o país, a investigação feita não é imparcial. “As investigações estiveram mal orientadas pela polícia malasiana”, afirmou, pouco antes de deixar o país.
“Realizaram uma autópsia sem consentimento e sem a participação da embaixada da Coreia do Norte, e detiveram mais tarde um cidadão norte-coreano sem uma prova inquestionável de seu envolvimento no incidente”, disse Kang Chol no aeroporto internacional de Kuala Lumpur.