Líderes mundiais rechaçam medida Trump

Presidente americano volta a defender decreto anti-imigração e culpa aeroporto por tumulto

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O presidente americano, Donald Trump, voltou a defender nesta segunda-feira (30) o decreto anti-imigração assinado por ele na sexta-feira (27) que proíbe por 90 dias a entrada de cidadãos de sete países nos EUA.
Trump afirmou em rede social que “apenas 109 pessoas de 325 mil foram detidas e levadas para interrogatório” e que os “grandes problemas nos aeroportos foram causados pela pane no sistema da Delta”, citando uma companhia aérea americana.
Mas a pane nos computadores da Delta, disse a empresa, não afetou voos internacionais como os que traziam os cidadãos dos sete países vetados por Trump: Irã, Sudão, Síria, Líbia, Somália, Iêmen e Iraque.
O decreto gerou caos entre agentes de fronteira, alfândega e imigração, em meio a manifestações em grandes aeroportos dos EUA no fim de semana. A medida da Casa Branca também barra a entrada de refugiados por 120 dias e suspende indefinidamente o acolhimento de refugiados da Síria.
O ex-presidente Barack Obama condena a discriminação por fé e religião, segundo um comunicado de seu porta-voz, Kevin Lewis, divulgado nesta segunda-feira (30).
O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, afirmou em entrevista coletiva nesta segunda-feira que o decreto visa “colocar a segurança da América em primeiro lugar” e que Trump irá “agir em vez de reagir” no que se refere à políticas contra o terrorismo.
Na mesma entrevista, Spicer defendeu a indicação do estrategista político Stephen Bannon ao comitê de diretores do Conselho de Segurança Nacional e afirmou que ele não irá a todas as reuniões.