Violência sem limite

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Notícias policiais assustadoras parecem se repetir com mais intensidade nos últimos tempos, seja em Franca ou outras cidades do país. É o caso do espetáculo covarde registrado no metrô de São Paulo nesta semana e que foi exibido com exaustão nos noticiários na TV nos últimos dias. Um homem de 54 anos, um ambulante que ganhava a vida há anos junto a uma das estações do metrô, foi brutalmente espancado por outros dois homens, no mezanino da estação Pedro II, próximo à bilheteria. As agressões covardes foram gravadas de vários ângulos pelas câmeras de segurança e viralizaram na internet.

 A história da agressão precisa ser totalmente apurada, mas pelo que se sabe até agora, um vendedor ambulante teria tentado defender dois homossexuais que circulavam sempre pela estação, e que fugiam de dois rapazes suspeitos de pertencer a um grupo de intolerância. Primeiro ele foi agredido com socos por um dos rapazes. Em seguida, já caído e aparentemente desacordado, foi alvo de uma saraivada de chutes desferidos pelo segundo agressor.

 Em entrevista concedida a uma rádio de São Paulo, um dos homossexuais perseguidos, disse que havia saído do trabalho e, sem motivo algum, começou a ser agredido a socos por um rapaz. Na sequência, segundo essa vítima, apareceu outro e começou a chutá-lo. Não houve troca alguma de palavras, apenas agressões. Um travesti que é amigo dele foi em seu socorro e também apanhou. Foi aí que entrou em cena o ambulante, que tentou ajudá-los para que pudessem fugir.

Diante de tudo isso, é preciso manter na  cadedeia os agressores e punir exemplarmente esse tipo de crime que vem aumentando descontroladamente. Relatório do governo federal divulgado nos primeiros meses deste ano revelava que ao menos cinco casos de violência homofóbica são registrados todos os dias no Brasil. Esse número, evidentemente, está longe de corresponder à realidade, já que as estatísticas se baseiam apenas em queixas registradas nas ouvidorias do SUS e em delegacias especializadas.