Por quê Jesus nasceu ?

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Pr. Isaac Vicente Ribeiro

“Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos” (1 João 4.9)

Neste dia especial de natal, gostaria de fazer algumas considerações acerca da humanização de Jesus. Qual foi a principal missão de Jesus? Sem sombras de dúvidas, a maior dádiva que Deus concedeu a humanidade, foi seu Filho Jesus Cristo. Sua vinda a esta terra, teve e continua tendo como principal objetivo, resgatar o homem do pecado, e justifica-lo diante do Pai. Indubitavelmente, o fato de Deus ter oferecido o seu único filho, como bem destaca o versículo acima, demonstra o seu grande amor para com os homens. Se hoje, temos o privilégio de gozamos de todas as benesses do Pai, devemos isto a Jesus. O apóstolo Paulo, nos afirma que: “Cristo, quando nós ainda éramos fracos, nasceu e morreu a seu tempo pelos ímpios”. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Para melhor entendermos dentro da realidade humana, gostaríamos de ilustrar tão grande amor de Deus para com a humanidade, através de uma ilustração tão verdadeira, como a de Jesus:

 

Certo dia, o pastor de uma determinada igreja, subiu ao púlpito e, antes de pregar sua mensagem no culto da noite, fez uma apresentação ligeira de um outro ministro que os visitava.  Contou à congregação que se tratava de um dos seus amigos mais queridos desde sua infância, e desejava que ele dirigisse à igreja uma rápida mensagem. Algo que estivesse em seu coração.  Foi assim que um homem, já idoso, levantou-se e começou a falar. Iniciou contando que, certa vez, um pai, seu filho, e um amigo do filho decidiram fazer um passeio de barco na costa do Oceano Pacífico. De repente, uma tempestade fortíssima bloqueou-lhes a possibilidade de voltarem à terra firme. As ondas eram tão altas, que mesmo o pai, um marinheiro experiente, não conseguia manter o barco “em pé”, de modo que este emborcou, e os três foram lançados ao mar.

 

Nesse ponto da história, o velhinho fez uma pausa, olhando para dois adolescentes que começavam a mostrar algum interesse pelo que ele dizia (desde o início do culto, eles mostravam-se totalmente desinteressados). Então continuou, dizendo que o pai conseguiu apanhar uma corda, enquanto permanecia agarrado ao barco. E ali, naquela hora, teve que tomar a decisão mais difícil da sua vida: a qual dos dois rapazes deveria jogar a outra ponta da corda? Tinha poucos segundos para decidir, mas, sabendo que o seu filho era um seguidor do Senhor Jesus, e o amigo dele não, em grande agonia, gritou:  – Filho, eu te amo!!!”, e jogou a corda na direção do amigo dele. Enquanto salvava o rapaz, seu filho foi tragado pelas águas bravias do Pacífico.  A essa altura, os dois adolescentes estavam prestando muita atenção ao que aquele senhor dizia.  O pai, disse ele, sabia que o seu filho entraria na eternidade com Jesus. Ele não podia nem pensar em deixar o amigo de seu filho perecer sem conhecer o Salvador! E foi por isso que se dispôs a sacrificar seu próprio filho, para salvar o amigo dele.

 

Esta história caro leitor demonstra quão maravilhoso é o amor de Deus!  Ele fez a mesma coisa por nós! Nosso pai Celestial sacrificou o Seu único Filho, a fim de que nós pudéssemos ser salvos. Por isso, eu quero incentivá-los a receber sua oferta de salvação. O melhor presente de natal que podemos oferecer a Jesus, é nos entregarmos a Ele de corpo, alma e espírito. Saiba que  Ele está jogando a corda da salvação até você neste natal. Tendo dito isso, o velhinho sentou-se. Um grande silêncio tomou conta da igreja. Após o culto, os dois adolescentes foram falar com ele. Sem ser indelicado, um deles disse: Foi boa aquela história que o senhor contou, todavia, não acho que o pai tenha sido inteligente. Sacrificou a vida do seu filho baseado na esperança de que seu amigo viesse a tornar-se um cristão? E se ele no seu egoísmo, não se decidisse por Cristo? Perguntou um dos adolescentes.  É aí mesmo que está a chave da questão, disse o velhinho, enquanto olhava para sua Bíblia já bastante surrada e gasta. Levantando os olhos, e com um grande sorriso na face, ele disse: De fato, não parece muito lógico, não é verdade? Mas, essa historia me faz entender um pouquinho o que deve ter significado para o nosso Pai Celestial o fato de dar o Seu único Filho por amor a mim. Sabe… Nessa história que contei, o pai era eu, e o pastor desta igreja o amigo de meu Filho.

Feliz natal a todos!